Heba Raouf Ezzat, coordenadora do CDG no Oriente Médio e Norte da África, leciona teoria política na Universidade do Cairo, desde 1987 e na Universidade Americana, no Cairo, desde 2006. Foi pesquisadora visitante no Centro para Estudos da Democracia (CSD) , da Universidade de Westminster (1995-6) e pesquisadora associada do Centro Oxford para Estudos Islâmicos (1998).
Na Universidade do Cairo, Heba é a coordenadora do Programa de Pesquisa e Treinamento da Sociedade Civil; Coordenadora de Relações Internacionais do Centro de Estudos e Pesquisa Política; Coordenadora de Relações Internacionais e Eventos Acadêmicos do Programa de Diálogo entre Civilizações e Diretora do Centro de Estudos Europeus.
Suas publicações em árabe incluem: Mulheres e Política: Uma Perspectiva Islâmica (Washington DC: IIIT, 1995); e 'O Imaginário Político dos Islamistas: análise conceitual' (Al-Ahram Center for Strategic Studies, 2004). Ela também editou Globalização: Novas Visões para um Mundo em Tranformação (Departamento de Ciências Políticas, Universidade do Cairo, 2002); e a versão árabe do Livro do Ano da Sociedade Civil (Centro de Pesquisas e Estudos Políticos em Cooperação junto com o Centro de Estudos sobre Governança Global, London School of Economics, 2004).
Suas publicações em inglês incluem: 'Islã e Igualdade: debatendo o futuro dos direitos das mulheres e das minorias no Oriente Médio e Norte da África' (LCHR, 1999); 'Islã e Secularismo no Oriente Médio' (New York University Press, 2000); um texto conceitual para o Relatório UNIFEM sobre situação das mulheres no mundo árabe 1994-2004 (2004); e é co-autora do Relatório Árabe de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas 2006.
Heba contribui ativamente para os debates na grande mídia e na internet e trabalhou com várias organizações e grupos da sociedade civil entre os quais o Fórum Econômico Mundial, Transparência Internacional e a ONG de jovens Al Maharoussa, além de muitas iniciativas inter religiosas.
Quando perguntada sobre porque estava participando do Programa Construindo Democracia Global, respondeu:
“A democracia global e a cidadania global – bem como suas contribuições para a justiça e a paz – me interessam tanto em termos acadêmicos quanto pelo meu compromisso como muçulmana. Estou profundamente interessada em pensar coletivamente sobre estes assuntos com acadêmicos de todo o mundo. A perspectiva multiculturalista necessária para a construção de uma teoria neste campo. Minha aspiração é que o programa CDG se torne um espaço de diálogo combinando reflexão teórica com ativismo à serviço da humanidade, em sentido amplo. Isto pode parecer romântico, mas qual o problema com o romatismo?!!”